Da Serra Gaúcha sai a maior parte do vinho e do espumante do Brasil. Caxias do Sul, Flores da Cunha, Garibaldi — a capital nacional do espumante — formam um mosaico de parreirais que desce pelas encostas íngremes.
Relevo acidentado, solos de origem vulcânica e verões amenos favorecem uvas de boa acidez — condição ideal para os espumantes de método tradicional que projetaram a região no mundo. Cada vale guarda um microclima próprio.
Marcada pela imigração italiana do fim do século XIX, a Serra construiu sua identidade no trabalho de gerações. As cantinas familiares deram lugar a vinícolas premiadas, mas o espírito de comunidade — e a mesa em volta da garrafa — permanece intacto.